sexta-feira, 15 de junho de 2012
Há dias de sol mas também dias cinzentos, carregadinhos de nuvens!
Sim, é verdade. Há dias em que só queremos chegar à cama e desligar! Isto de criar e educar filhos tem muito que se lhe diga, e bem sabemos que não são sempre rosas. Tentamos ser os melhores pais do mundo, mas há dias em que nos sentimos mais impacientes e arrasados, porque ou não estamos nos nossos dias (somos humanos não é?), ou porque eles não param de asneirar o dia todo.
Mas que se há-de fazer? Nós também somos capazes de enfrentar mais um novo dia que chega amanhã com o mesmo sorriso de quem os ama incondicionalmente. Somos mais que máquinas, somos de carne e osso e recarregamos surpreendentemente as nossas baterias porque os amamos com todas as nossas forças! E assim vamos estando prontos para mais um dia, e mais um e mais um e mais outro e outro! E um dia os nossos bebés passam a crianças, e depois a adolescentes e depois a adultos! E nós continuamos lá, sempre junto com eles. Nuns dias com mais sol e luz, noutros dias com mais nuvens e trovoada. Mas independentemente disso, o que interessa é que estamos lá, de corpo e alma, sempre prontos para amar, para rir e por vezes também para chorar. A vida é isto mesmo. Mas é assim que vamos crescendo e nos fortalecendo e sabemos que cada dia novo que vem nos ensinará sempre a fazer melhor. E no fim, fica sempre o melhor de tudo: o Amor.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
E tudo aqui tão perto, mesmo à mão de semear!
Costumamos ir passear com os pequeninos para a beira mar, lá para os lados da Foz ou de Matosinhos, mas ultimamente temos ido para os jardins do Palácio de Cristal. É verdade que também temos a Quinta do Covelo com o fantástico parque infantil, mas para ser sincera prefiro mil vezes o Palácio de Cristal. Os jardins são lindos, e a vista que circunda e espreita o Rio Douro sem preguiças e cerimónias, convida-nos a a sentir que tudo parece perfeito. Não são precisas palavras, está tudo lá.
O Hugo e o Dinis adoram as aves que lá passeiam como se tudo fosse delas, e que é mesmo. Não é raro ver os pavões a mostrarem orgulhosos as suas caudas lindíssimas. As galinhas e os patos também andam por lá. Também nos cruzamos com imensos turistas que às vezes parecem tirar mais partido daquilo que de melhor temos, do que nós próprios. E não fazem cerimónias, desfrutam mesmo: deitam-se na relva, espraiam-se, descansam, fazem lá piqueniques, etc.. E é maravilhoso ver como as crianças adoram tudo aquilo, a natureza mesmo aos seus pés. Correr, mexer na relva, deitarem-se por lá. O problema é o Dinis que não larga os pavões, mas tentamos explicar-lhe que só os pode ver e não tocar-lhes porque eles não gostam. Ele tenta aceitar o que dizemos, mas o coração bate, bate e ele quer é mesmo ir atrás da aventura! O Hugo é mais de ver os animais tranquilo. Não gosta de muitas confianças e também que não o chateiem. Assim anda por lá na sua, sem invadir o espaço dos outros e sem gostar que invadam o seu. De vez em quando pergunta pelo irmão que continua sem dar tréguas aos animais, e claro está, aos pais também!
Um jardim lindo de portas abertas para quem o quer visitar. Ah... e da próxima vez não me vou esquecer da máquina fotográfica. Imperdoável!
sábado, 9 de junho de 2012
Olhem para o que eu digo! Olhem para o que eu faço!
Sim, sem dúvido isso seria o ideal. Às vezes dou por mim a pensar que não é fácil dizer a uma criança para não fazer algo quando nós próprios o fazemos. Qual é a moral? Isso torna as coisas um pouco difíceis para nós porque elas assim podem sempre apresentar factos contra os nossos argumentos e pior do que tudo, não nos levarem a sério.
Há coisas que não é fácil deixar de fazer, mas penso que em alguns casos só ganharíamos com isso. Como pais somos a sua referência, o seu exemplo. Adoram observar-nos e aprender com as nossas palavras, gestos e atitudes, o que não é nada fácil para nós. Estamos muitas horas sob vigilância, mas um mundo que se apresenta novo e com tanto para explorar exige-lhes isso. E muitas vezes repetem o que fazemos, mesmo aquilo que fazemos pior e que não queremos que façam. É impossível sermos perfeitos, mas podemos tentar naquilo que consideramos ser mais importante dar-lhes o exemplo.
Fico contente por ter deixado de fumar, quando gostava tanto de o fazer. Hoje não sinto saudades. Pelo contrário, ganhei tanto com isso, em saúde e dinheiro, que valeu bem a pena e afinal não foi tão difícil quanto parecia. Acho que mais do que um vício físico, é um vício mental. Mas isto é apenas a minha opinião. Acho que uma das coisas que também mais ganhei com isso foi poder dizer um dia aos meus filhos: não fumem, isso dá-vos cabo da saúde. Claro que eles próprios farão as suas escolhas e eu não os vou poder obrigar a fazerem o que eu acho que é melhor. Mas vou poder dizê-lo à vontade e aos sete ventos, sem correr o risco de me dizerem: mas mãe tu fumas.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Quando é bem passado, o tempo não tem tempo!!!
Hoje é dia da criança e estava aqui a pensar com os meus botões em todo o marketing que se gera e multiplica nestes dias, decorado com campanhas e mais campanhas de promoções que oferecem descontos que podem ir até aos 50% ou mais! É difícil os pais resistirem a tantos descontos e evitarem sentirem-se na obrigação de comprar mais uma prenda para os filhos.
Mas na realidade o que é que mais importa? Um brinquedo novo que até pode ser a Barbie, o Mickey, um jogo novo, uma pista de carrinhos, ou seja lá o que for que a tecnologia invente, ou um bocado mais de tempo passado com eles a fazer o que mais os diverte e o que mais gostam?
Os brinquedos não devem servir de recompensa, nem tão pouco de apaziguadores das nossas consciências. O que quero dizer é que não nos devemos sentir obrigados a comprar brinquedos ou seja lá o que for porque hoje é o dia da criança, nem a recompensá-los desta forma, nem a habituá-los a terem tudo e mais alguma coisa por dá aquela palha. Brinquedos a mais não me parecem uma boa pedagogia, acaba por não se dar valor ao que se tem e a achar que é muito fácil obter-se tudo o que se quer, e a vida ensina-nos que o nosso percurso não é assim, há altos e baixos, bons e maus momentos que só com determinação, força e uma noção conscienciosa da realidade podemos ultrapassar.
O mais importante nunca foi a quantidade mas sim a qualidade, que aqui também não é excepção!! Por isso deixemo-nos de redundâncias e passemos aos finalmente importantes: Vamos todos mas é brincar, e aproveitar para soltar a criança que também ainda há em todos nós!!
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Dar de comer a 2 bebés ao mesmo tempo? Bora lá!
Não é fácil não, mas também não é impossível! Tem de ser, não é? Então não vale a pena complicar, mais vale simplificar. Ganha-se em paciência e em tempo!
Quando o Hugo e o Dinis eram bebés e o pai por vezes não estava em casa, era um filme para mim quando choravam os 2 ao mesmo tempo para mamar, porque nessa altura eles não percebem nada do que dizemos, e de nada serviria dizer "espera filho, que agora vai ser o mano e a seguir és já tu!" Também confesso que raramente dei de mamar aos 2 ao mesmo tempo, só em último caso quando já estavam os 2 de goelas abertas a berrar! Sempre preferi dar de mamar a um de cada vez, porque isso sempre me permitiu curtir mais o momento com cada um deles, e fazer as coisas com mais calma e serenidade, mas também tenho consciência de que ao se optar por esta modalidade "perde-se" mais tempo.
Quando os dois choravam ao mesmo tempo, mas ainda sem estarem na fase de histeria pegava num e dava-lhe de mamar (ao que tinha chorado primeiro) e colocava o outro na cadeirinha auto, mais conhecida por "ovo" e ia balouçando-o com o pé para sossegar. Geralmente isto resultava. Agora existem uns biberões "mãos livres" que permitem dar de mamar a dois ou mais bebés ao mesmo tempo e que por essa mesma razão decidi colocar no site à venda porque acho que são uma ajuda maravilhosa para estas situações, mas na altura eu desconhecia-os e por isso era assim que resolvia esta questão. Depois quando entramos na fase da colher e eu também tinha por alguma razão que os alimentar aos 2 ao mesmo tempo, sentava-os frente a frente, eu no meio e ao memso tempo, dava-lhes de comer, com a mão direita e a mão esquerda! No início tinha um pouco de dificuldade em fazer estes movimentos com a mão esquerda, mas agora é uma maravilha! Qual direita, qual esquerda! E digo-vos, o meu marido tem estado fora por motivos profissionais, por isso eu tenho estado sozinha com os meus 2 bebés há uns meses. Não é fácil, mas também não é difícil! Sinceramente pensei que ia ser mais complicado, mas tudo tem corrido bem! Nós adaptamo-nos a tudo quando precisamos e até nos surpreendemos! Por isso, quando tiver de dar de comer aos seus 2 pimpolhos, a primeira regra é descomplicar, e pensar: "eu vou ter de fazê-lo por isso qual a melhor maneira? E então ponha o seu plano em ação, sem stress! Descontraia e aproveite todos os momentos com eles!!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Existe um amor para toda a vida? Não, existem 2 ou 3, ou mais!!
O cordão umbilical existe, mesmo não estando lá? Acho que sim, isto de ter filhos é um amor que nos trascende. Eu e o pai amamos tanto estes filhos que o nosso amor vai até ao céu, está sempre nas nas estrelas, depois dá a volta a todos os planetas, e segue infinitamente pelo universo. Não vou falar do amor do pai, isso é um testemunho só seu, mas vou falar do meu porque esse é o que eu conheço melhor. Estes meus dois amores, por quem morro de amores vieram dar um novo sentido à minha vida, e ensinar-me a maior lição de todas: aprender a ser mãe. Vieram preencher a minha vida e ocupar dois lugares que eu cedi naturalmente, de boa vontade e com a maior das felicidades. Às vezes torram-me a paciência e eu tenho de respirar fundo, mas estou sempre a pensar neles e de manhã quando os vejo sinto-me tão feliz por tê-los ali comigo. E quando me abraçam sinto-me gigante, e quando me beijam vivo no melhor dos mundos.
Acho que o amor nos torna pessoas melhores, e acho que em particular os filhos nos mostram que podemos crescer com eles e nos ensinam a sermos melhores pais e melhores pessoas. Muitas vezes as respostas estão em nós e não neles. É esse amor que cada dia que passa nos mostra que há novo caminhos e novas formas de fazer as coisas.
Ser mãe e ser pai é fazer tudo por amor. Um amor que nunca tem fim, e se a vida às vezes diz que não há amor que dure para sempre, o nosso coração diz que não é verdade, e que há amores que nunca acabam. E um dia, mesmo quando formos estrelas no céu, o nosso amor continua vivo e junto dos que amamos, sempre a zelar por eles. Porque é eterno e tem a força do universo.
domingo, 20 de maio de 2012
Mano a Mano
O Hugo e o Dinis por vezes passam um pelo outro e seguem o seu caminho, mas isto é porque sabem que estão presentes, ou seja estão a partilhar o mesmo espaço no mesmo momento. Porque quando se separam, o que acontece muito raramente, começam logo a perguntar um pelo outro. E perguntam mais rapidamente um pelo outro, do que por mim. Não são gémeos verdadeiros, mas acredito que a cumplicidade ao longo de todo o tempo vai ganhando forma. Crescem juntos e descobrem uma data de coisas juntos. Vêm-se e olham-se desde os primeiros tempos.
Sempre achei que ter gémeos tinha como uma das grandes vantagens os manos ou as manas poderem brincar juntos e serem companheiros um do outro, mas quando por vezes encontrava pais de gémeos e lhes perguntava se os seus filhos, na altura mais velhos do que os meus entre 1 ou 2 anos, brincavam juntos, eles respondiam "nem por isso". Não tardei a descobri-lo por mim mesma, porque quando começaram a gatinhar a e andar começaram também a disputar brinquedos e o Dinis passou mesmo uma fase em que mordia o irmão para conseguir tirar-lhe o queria das mãos. Depois tornou-se mais civilizado e até aos dias de hoje utiliza a estratégia de lhe dar algo em troca para obter o que quer. Mas tenho reparado ultimamente que agora interagem mais. É preciso dar-lhes tempo, porque tudo tem o seu timing e eles estão a aprender igualmente nesta fase de crescimento e de desenvolvimento a socializar e a estreitar laços. O Dinis é muito meigo e várias vezes tem demonstrações de afeto, abraça o irmão e faz-lhe festas. O Hugo não gosta muito de se sentir apertado, mas às vezes lá deixa o irmão abraçá-lo e por vezes também lhe faz festas na cabeça. Já brincam juntos e é maravilhoso observar esses momentos. Ainda ontem um decidiu subir para uma mesa e sentar-se lá, e logo a seguir o outro fez o mesmo e ficaram bem juntinhos sentados um ao lado do outro a ver televisão. Uma cena que mereceu uma foto! E quando há tempos saímos para casa de uns amigos foi delicioso vê-los tão sossegadinhos a brincarem ao lado um do outro, cada um com o seu brinquedo. E para onde vai um, passado algum tempo vai o outro. Também já percebi que não gostam que eu me chateie com cada um deles. Por exemplo, quando chamo a atenção ao Hugo, o Dinis fica muito atento e noto pela sua expressão que não se sente confortável. Já o Hugo quando o mesmo se passa com o irmão, começa a ficar mais agitado e às vezes até fala mais alto, acho que é uma forma de protestar.
Sei que toda a vida vão ter chatices como eu tive com os meus irmão, o que faz parte de uma família saudável porque as pessoas não são iguais, e ainda bem. Discutir desde que se aprenda com isso é saudável, o que não é saudável é esquecer os laço que nos unem, por isso desejo que os meus filhos sejam sempre amigos um do outro e que se apoiem para sempre. O que lhes aconteceu é algo único e maravilhoso. Partilharam a barriguinha da mão durante 38 semanas e têm crescido sempre juntos e descoberto imensa coisas igualmente juntos, inclusive e principalmente um ao outro. Apenas 2 minutos os separam do momento em que nasceram. A sua união é um legado que espero que preservem. E essa será sempre a minha maior felicidade e recompensa.
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